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Simulador Aluguel vs Compra

Compare financeiramente os cenários de comprar ou alugar um imóvel e descubra qual opção gera mais patrimônio

Simulador Aluguel vs Compra

Compare os cenários financeiros de comprar ou alugar

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Comprar ou alugar: como tomar a melhor decisão?

A decisão entre comprar ou alugar um imóvel é uma das mais importantes na vida financeira de qualquer pessoa. Diferente do que muitos acreditam, nem sempre comprar é a melhor escolha. A resposta depende de uma análise cuidadosa que envolve taxas de juros, custo de oportunidade, prazo de permanência e objetivos pessoais.

Nosso simulador realiza uma comparação detalhada entre os dois cenários ao longo do prazo de financiamento, considerando todos os custos envolvidos na compra (entrada, parcelas, impostos, condomínio, IPTU e manutenção) e no aluguel (aluguel mensal com reajuste anual), além do rendimento dos investimentos que você faria com o dinheiro da entrada e a diferença mensal.

O resultado mostra qual cenário gera maior patrimônio líquido ao final do período. Na compra, seu patrimônio é o imóvel valorizado. No aluguel, é o montante acumulado em investimentos. Essa análise puramente financeira deve ser complementada com fatores subjetivos como estabilidade, liberdade de mudança e segurança emocional.

Entendendo o custo de oportunidade

O custo de oportunidade é um conceito fundamental nessa análise. Quando você usa R$ 200.000 como entrada de um imóvel, esse dinheiro deixa de render em investimentos. Se aplicado a 10% ao ano, geraria R$ 20.000 de rendimento no primeiro ano, valor que cresce exponencialmente com os juros compostos ao longo dos anos.

Da mesma forma, quando a parcela do financiamento é maior que o aluguel, essa diferença mensal poderia estar sendo investida. Por exemplo, se a parcela é R$ 4.000 e o aluguel R$ 2.500, a diferença de R$ 1.500 investida mensalmente a 10% a.a. gera um patrimônio significativo ao longo de 20-30 anos.

O simulador calcula automaticamente esse custo de oportunidade, mostrando quanto o inquilino acumularia em investimentos durante o mesmo período do financiamento. Isso permite uma comparação justa entre os dois cenários, já que comprar um imóvel também é uma forma de investimento patrimonial.

Os custos ocultos da compra de imóvel

Muitas pessoas subestimam os custos adicionais da compra de um imóvel. Além do valor do imóvel em si e dos juros do financiamento, existem despesas significativas que afetam diretamente a viabilidade financeira da aquisição.

Logo na compra, há o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que varia de 2% a 3% do valor do imóvel dependendo do município. Há também os custos de cartório e registro, que podem chegar a 1-2% do valor. Em um imóvel de R$ 500.000, esses custos iniciais somam facilmente R$ 15.000 a R$ 25.000.

Após a compra, os custos recorrentes incluem condomínio (que pode variar de R$ 300 a mais de R$ 2.000 mensais), IPTU (geralmente 0,5% a 1,5% do valor venal do imóvel por ano), manutenção (recomenda-se reservar 1% do valor do imóvel por ano para reparos e reformas) e seguro residencial. Todos esses custos devem ser considerados na comparação com o aluguel, pois reduzem o retorno efetivo do investimento imobiliário.

O papel das taxas de juros na decisão

As taxas de juros do financiamento são determinantes na análise. Com a Selic historicamente elevada no Brasil, as taxas de financiamento imobiliário costumam variar entre 8% e 12% ao ano. Quando as taxas estão altas, o custo total do financiamento pode ultrapassar o dobro do valor original do imóvel.

Por outro lado, taxas de juros altas significam que os investimentos de renda fixa também rendem mais. Isso beneficia quem opta pelo aluguel e investe a diferença. Em cenários de juros altos, o aluguel tende a ser mais vantajoso financeiramente, enquanto em cenários de juros baixos, a compra se torna mais atrativa.

Outro fator importante é a relação entre a taxa do financiamento e o rendimento dos investimentos. Se você consegue investir a uma taxa superior à do financiamento (depois de impostos), matematicamente o aluguel tende a ser melhor. Se a taxa do financiamento for menor que o rendimento dos investimentos, a compra pode ser mais interessante, pois você está usando dinheiro “barato” para adquirir um ativo.

Mercado imobiliário brasileiro em 2026

O mercado imobiliário brasileiro em 2026 apresenta características próprias que afetam a decisão entre alugar e comprar. Com a taxa Selic em patamares elevados, os financiamentos imobiliários estão com taxas entre 9% e 12% ao ano, o que encarece significativamente o custo total da compra financiada.

A valorização dos imóveis varia muito por região. Nas grandes capitais, os preços continuam subindo acima da inflação em bairros mais valorizados, enquanto em algumas regiões o mercado está estagnado ou com queda real de preços. É fundamental pesquisar o histórico de valorização da região específica onde você pretende morar.

Para os investidores, a renda fixa oferece rendimentos atrativos, com CDBs, LCIs e Tesouro Direto pagando entre 10% e 13% ao ano. Isso torna o custo de oportunidade de imobilizar capital em um imóvel bastante significativo. Considere também as novas modalidades de investimento imobiliário, como os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), que permitem exposição ao mercado imobiliário com maior liquidez e diversificação.

Perguntas Frequentes

Quando vale mais a pena comprar um imóvel?
Comprar tende a valer mais a pena quando: as taxas de juros do financiamento estão baixas (abaixo de 8% a.a.), você tem uma boa entrada (acima de 30%), planeja ficar no imóvel por mais de 10 anos, o aluguel equivalente é alto em relação ao valor do imóvel (acima de 0,5% ao mês), e o imóvel tem bom potencial de valorização na região.
Como funciona o custo de oportunidade no aluguel?
Ao alugar, o valor que seria usado como entrada do imóvel pode ser investido. Além disso, a diferença entre a parcela do financiamento e o aluguel também pode ser aplicada. Se esses investimentos renderem mais do que a valorização do imóvel e os custos evitados, o aluguel se torna financeiramente mais vantajoso. O simulador calcula exatamente essa comparação.
Quais custos extras existem na compra de um imóvel?
Além do valor do imóvel, há custos como ITBI (Imposto de Transmissão, geralmente 2-3% do valor), taxas de cartório e registro (1-2%), escritura, taxa de avaliação bancária, seguro do financiamento, e eventualmente reformas. Após a compra, há custos recorrentes como condomínio, IPTU, manutenção (recomenda-se reservar 1% do valor do imóvel por ano) e seguro residencial.
Qual a relação ideal entre aluguel e valor do imóvel?
A relação aluguel/preço do imóvel é um indicador importante. No Brasil, a média gira em torno de 0,35% a 0,50% do valor do imóvel por mês. Se o aluguel representa menos de 0,3% do valor do imóvel, alugar tende a ser mais vantajoso. Acima de 0,5%, a compra começa a fazer mais sentido financeiramente, considerando as demais variáveis.
O simulador considera a inflação nos cálculos?
O simulador considera o reajuste anual do aluguel (que geralmente acompanha o IGP-M ou IPCA) e a valorização do imóvel. Para uma análise mais conservadora, use uma taxa de valorização do imóvel próxima à inflação esperada (3-5% a.a.) e um rendimento de investimentos real (descontado da inflação).
Por que o patrimônio final é diferente entre comprar e alugar?
Na compra, o patrimônio final é o valor do imóvel valorizado. No aluguel, é o total acumulado em investimentos (entrada investida + diferença mensal investida com juros compostos). A diferença ocorre porque na compra você está 'investindo' em um ativo imobiliário, enquanto no aluguel está investindo no mercado financeiro. Cada cenário tem riscos e retornos diferentes.