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O que é renda fixa?

Renda fixa é uma categoria de investimentos em que você empresta dinheiro a uma instituição (banco, governo ou empresa) e recebe de volta o valor investido acrescido de juros, seguindo regras definidas no momento da aplicação.

O nome "renda fixa" vem do fato de que as condições de remuneração são conhecidas ou previsíveis desde o início. Isso não significa que o rendimento é sempre o mesmo valor todo mês, mas sim que a regra de remuneração é pré-definida. Existem três tipos principais de rentabilidade:

  • Prefixada: A taxa de juros é definida no momento da aplicação (ex: 12% ao ano). Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento
  • Pós-fixada: O rendimento acompanha um indexador, como o CDI ou a Selic. O valor final depende da variação desse indexador ao longo do tempo
  • Híbrida: Combina uma taxa fixa com um indexador de inflação (ex: IPCA + 6% ao ano), garantindo rentabilidade real acima da inflação

No Brasil, a renda fixa é extremamente popular por oferecer segurança e previsibilidade. A maioria dos investimentos de renda fixa são protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF por instituição, o que torna o risco muito baixo para o investidor.

Tipos de investimento em renda fixa

O mercado brasileiro oferece diversas opções de renda fixa, cada uma com características específicas de emissor, tributação e liquidez:

CDB (Certificado de Depósito Bancário):

É um título emitido por bancos para captar recursos. Ao investir em um CDB, você está emprestando dinheiro ao banco. A rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada (geralmente atrelada ao CDI) ou híbrida. Possui cobertura do FGC e incidência de Imposto de Renda. Bancos menores costumam oferecer taxas mais atrativas para atrair investidores.

LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio):

Funcionam de forma semelhante ao CDB, mas os recursos captados são direcionados para o setor imobiliário (LCI) ou do agronegócio (LCA). A grande vantagem é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Por isso, uma LCI que rende 85% do CDI pode ter rendimento líquido equivalente ou superior a um CDB que rende 100% do CDI. Também possuem cobertura do FGC.

Tesouro Direto (Títulos Públicos Federais):

São títulos emitidos pelo Governo Federal, considerados os investimentos mais seguros do país. Os principais são:

  • Tesouro Selic: Rendimento acompanha a taxa Selic, ideal para reserva de emergência por ter liquidez diária e baixa volatilidade
  • Tesouro Prefixado: Taxa de juros fixa definida na compra, ideal quando se acredita que os juros vão cair
  • Tesouro IPCA+: Paga inflação (IPCA) mais uma taxa fixa, ideal para objetivos de longo prazo como aposentadoria, pois protege o poder de compra

Imposto de Renda regressivo

A maioria dos investimentos de renda fixa (CDB, Tesouro Direto, debêntures comuns) está sujeita ao Imposto de Renda com tabela regressiva. Quanto mais tempo você mantém o investimento, menor é a alíquota de IR:

  • Até 180 dias: 22,5% sobre o rendimento
  • De 181 a 360 dias: 20% sobre o rendimento
  • De 361 a 720 dias: 17,5% sobre o rendimento
  • Acima de 720 dias: 15% sobre o rendimento

Isso significa que investimentos de longo prazo (acima de 2 anos) pagam a menor alíquota possível, 15%. O imposto incide apenas sobre o rendimento (lucro), e não sobre o valor total investido. Além disso, existe o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide sobre resgates realizados nos primeiros 30 dias, com alíquota regressiva que começa em 96% no primeiro dia e chega a 0% no 30o dia.

LCI, LCA e debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda para pessoa física. Por isso, ao comparar investimentos, é essencial calcular o rendimento líquido -- ou seja, o que você efetivamente recebe após os impostos. Um CDB que rende 100% do CDI terá rendimento líquido inferior a 100% do CDI, enquanto uma LCI que rende 90% do CDI entrega exatamente 90% do CDI. Use nosso simulador para fazer essa comparação de forma rápida e precisa.

CDI e Selic: entenda os indexadores

CDI e Selic são as duas principais referências (benchmarks) do mercado de renda fixa brasileiro. Entender o que significam é fundamental para avaliar qualquer investimento.

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a cada 45 dias. Ela é o principal instrumento de política monetária do país: quando o Banco Central quer controlar a inflação, eleva a Selic; quando quer estimular a economia, reduz a Selic.

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros dos empréstimos entre bancos, que na prática anda muito próxima da Selic (geralmente 0,10 ponto percentual abaixo). Quando um investimento rende "100% do CDI", significa que ele acompanha integralmente essa taxa. Se rende "110% do CDI", significa que paga 10% a mais do que o CDI.

Na prática, para o investidor, CDI e Selic são praticamente equivalentes. O CDI é o indexador mais utilizado em investimentos de renda fixa privada (CDB, LCI, LCA), enquanto a Selic é usada como referência nos títulos públicos. Quando a Selic está alta, os investimentos pós-fixados rendem mais; quando está baixa, pode ser mais interessante buscar taxas prefixadas ou investir em títulos atrelados à inflação.

Como escolher o melhor investimento

Escolher o investimento de renda fixa ideal depende de quatro fatores principais: objetivo, prazo, liquidez necessária e tributação. Veja como analisar cada um:

Objetivo e prazo:

  • Reserva de emergência: Priorize liquidez diária. Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária são as melhores opções
  • Metas de médio prazo (1-3 anos): CDBs, LCI/LCA com prazos compatíveis ou Tesouro Prefixado podem oferecer boas taxas
  • Longo prazo (aposentadoria, +5 anos): Tesouro IPCA+ protege contra inflação e se beneficia da menor alíquota de IR

Tributação: Compare sempre o rendimento líquido, não o bruto. Uma LCI de 90% do CDI (isenta de IR) pode render mais que um CDB de 105% do CDI (com IR de 15% a 22,5%). Para períodos curtos, a isenção de IR da LCI/LCA é ainda mais vantajosa, pois a alíquota de IR é maior.

Risco e garantia: Todos os CDBs, LCIs e LCAs são cobertos pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição. Títulos públicos (Tesouro Direto) têm garantia do Governo Federal, sendo considerados os mais seguros. Diversifique entre diferentes emissores e tipos de investimento para reduzir o risco total da carteira.

Utilize nosso simulador para comparar diferentes cenários de CDB, LCI/LCA e Tesouro Direto lado a lado, considerando o prazo, a taxa e o impacto dos impostos no seu rendimento final.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre CDB, LCI e LCA?
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título emitido por bancos com incidência de Imposto de Renda. LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos semelhantes, mas isentos de IR para pessoa física, o que pode resultar em rendimento líquido maior.
Como funciona o Imposto de Renda na renda fixa?
O IR sobre renda fixa segue uma tabela regressiva: 22,5% para aplicações de até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. LCI e LCA são isentas de IR para pessoa física.
O que é o Tesouro Selic e como ele rende?
O Tesouro Selic é um título público federal que rende de acordo com a taxa Selic. É considerado o investimento mais seguro do Brasil, com liquidez diária e garantia do Tesouro Nacional. Possui incidência de IR seguindo a mesma tabela regressiva dos CDBs.