CDI e Selic são as duas principais referências (benchmarks) do mercado de renda fixa brasileiro. Entender o que significam é fundamental para avaliar qualquer investimento.
A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a cada 45 dias. Ela é o principal instrumento de política monetária do país: quando o Banco Central quer controlar a inflação, eleva a Selic; quando quer estimular a economia, reduz a Selic.
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros dos empréstimos entre bancos, que na prática anda muito próxima da Selic (geralmente 0,10 ponto percentual abaixo). Quando um investimento rende "100% do CDI", significa que ele acompanha integralmente essa taxa. Se rende "110% do CDI", significa que paga 10% a mais do que o CDI.
Na prática, para o investidor, CDI e Selic são praticamente equivalentes. O CDI é o indexador mais utilizado em investimentos de renda fixa privada (CDB, LCI, LCA), enquanto a Selic é usada como referência nos títulos públicos. Quando a Selic está alta, os investimentos pós-fixados rendem mais; quando está baixa, pode ser mais interessante buscar taxas prefixadas ou investir em títulos atrelados à inflação.