Os erros na diluição de medicamentos são uma das principais causas de eventos adversos evitáveis em hospitais. Conhecer os erros mais comuns é fundamental para preveni-los:
1. Confusão entre dose e volume:
Erro: Prescrição de "500mg de antibiótico". O profissional administra 500mL em vez de calcular o volume correto baseado na concentração.
Prevenção: Sempre calcule o volume usando a fórmula Volume = Dose ÷ Concentração. Se a dose prescrita está em mg e o frasco em mg/mL, o resultado será em mL.
2. Não considerar o volume de deslocamento:
Erro: Adicionar 10mL de água a um frasco de 1g e assumir que a concentração é 1000mg÷10mL = 100mg/mL. Na realidade, o pó desloca volume e o volume final é 10,8mL, resultando em ~92,6mg/mL.
Prevenção: Sempre consultar a bula para saber o volume final após reconstituição. Use esse volume no cálculo da concentração.
3. Diluente incompatível:
Erro: Usar Soro Glicosado para medicamentos que precipitam em glicose, ou água destilada pura para medicamentos que exigem isotonia.
Prevenção: Sempre verificar na bula qual diluente é compatível. Em caso de dúvida, consulte o farmacêutico.
4. Cálculo incorreto:
Erro: Inversão de valores na fórmula, uso de unidades incompatíveis (mg com mcg), arredondamentos excessivos.
Prevenção: Refaça o cálculo duas vezes ou peça a outro profissional para conferir. Use calculadoras validadas. Se o resultado parecer estranho (ex: volume muito grande ou muito pequeno), refaça o cálculo.
5. Falta de rotulagem:
Erro: Preparar várias seringas sem identificação, levando à troca de medicamentos ou doses.
Prevenção: Rotular imediatamente após o preparo. Nunca deixe seringas prontas sem identificação clara.
6. Validade expirada pós-reconstituição:
Erro: Usar medicamento reconstituído há mais tempo que o permitido pela bula (ex: algumas cefalosporinas perdem estabilidade após 24h).
Prevenção: Anotar data e hora da reconstituição no frasco. Descartar após o prazo indicado na bula, mesmo que refrigerado.