Reduzir o risco cardiovascular envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida e, quando indicado, medicamentos. As evidências científicas apoiam as seguintes estratégias:
1. Parar de fumar:
O tabagismo é o fator de risco mais evitável. Parar de fumar reduz o risco de infarto em 50% após 1 ano e normaliza o risco após 10-15 anos. Procure programas de cessação, medicamentos (bupropiona, vareniclina) e terapia comportamental.
2. Controlar a pressão arterial:
Meta: <130/80 mmHg (ou <140/90 para baixo risco). Reduza o consumo de sódio (<2g/dia), pratique exercícios aeróbicos, perca peso se necessário. Se não atingir a meta em 3-6 meses, medicamentos (diuréticos, IECA, BRA) são indicados.
3. Melhorar o perfil lipídico:
Reduza gorduras saturadas e trans, aumente fibras solúveis (aveia, leguminosas). Para risco alto (>20%), estatinas reduzem eventos em 25-35%. Meta de LDL: <100 mg/dL (alto risco) ou <70 mg/dL (muito alto risco).
4. Controlar diabetes:
Meta de HbA1c: <7% (ou individualizada). Metformina é primeira linha. Novos medicamentos (iSGLT2, aGLP1) têm benefício cardiovascular comprovado. Monitorar glicemia e complicações regularmente.
5. Adotar dieta saudável:
Padrões dietéticos como Dieta Mediterrânea e DASH reduzem eventos cardiovasculares. Priorize: frutas, vegetais, grãos integrais, leguminosas, peixes, azeite, nozes. Limite: carnes vermelhas, processados, açúcares adicionados, sódio.
6. Praticar atividade física:
Meta mínima: 150 minutos/semana de atividade moderada (caminhada rápida) ou 75 minutos de atividade vigorosa (corrida). Adicione treino de força 2x/semana. Cada 1000 passos/dia adicional reduz a mortalidade em 6-10%.