Corretoras indicam 6 criptomoedas para fevereiro em meio à queda do Bitcoin
Com o Bitcoin operando abaixo de US$70 mil e forte volatilidade, casas de análise e exchanges apontam seis criptomoedas com recomendações para fevereiro, segundo levantamento do InfoMoney.
Corretoras indicam 6 criptomoedas para fevereiro em meio à queda do Bitcoin
O Bitcoin opera abaixo de US$70.000 pela primeira vez em 15 meses, com queda superior a 40% desde o recorde de outubro. Apesar da volatilidade, casas de análise e exchanges continuam recomendando algumas criptomoedas para fevereiro. (Fonte: InfoMoney)
O mercado de criptoativos inicia fevereiro sob forte pressão: o Bitcoin (BTC) caiu para patamares inferiores a US$70.000, marcando a primeira vez nesse nível em 15 meses e acumulando uma retração superior a 40% desde o pico de outubro. Em meio a esse cenário de aversão ao risco, corretoras e casas de análise mantêm recomendações para determinadas moedas digitais, ainda que destaquem a persistência da volatilidade ao longo do mês. (Fonte: InfoMoney)
| Ativo | Nº de recomendações | Retorno em 30 dias |
|---|---|---|
| Ethereum (ETH) | 7 | -39,69% |
| Bitcoin (BTC) | 6 | -30,12% |
| Solana (SOL) | 6 | -40,45% |
| Hyperliquid (HYPE) | 3 | 22,88% |
| XRP (XRP) | 2 | -47,93% |
| Tether Gold (XAUt) | 2 | 9,27% |
Fonte: levantamento com carteiras e recomendações de Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, Onda Finance, NovaDex, MEXC e Underblock, compilado pelo InfoMoney.
Por que o mercado segue volátil
Analistas consultados pelas casas de análise e exchanges relatam um ambiente de elevada sensibilidade a fatores macroeconômicos globais, que tem impacto direto sobre ativos de risco. Renato Lima, cofundador e diretor de operações da Onda Finance, projeta que fevereiro terá esse grau de sensibilidade e ressalta que, nesse contexto, stablecoins ganham importância como instrumentos de proteção, liquidez e eficiência operacional. (Fonte: InfoMoney)
Guilherme Prado, country manager da Bitget, avalia a recente queda do Bitcoin mais como um ajuste de mercado do que um colapso estrutural, e afirma que, para investidores com visão de longo prazo, o BTC ainda é uma opção relevante. (Fonte: InfoMoney)
As criptomoedas apontadas pelas corretoras e analistas
Ethereum (ETH)
André Sprone, LATAM Growth Strategy Lead na MEXC, destaca que o Ethereum continua sendo a infraestrutura preferida para finanças descentralizadas (DeFi) e para tokenização de ativos. Para 2026, ele aponta foco em interoperabilidade e casos de uso no "mundo real" como motores de demanda. (Fonte: InfoMoney)
Bitcoin (BTC)
Apesar da correção, especialistas como Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, apontam que a liquidez do Bitcoin, seu papel como reserva de valor digital e a adoção por instituições permanecem sólidos. Segundo Person, o fluxo de ETFs spot e o interesse de grandes investidores ainda devem influenciar o sentimento de mercado. (Fonte: InfoMoney)
Solana (SOL)
Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, chama atenção para a possibilidade de aprovação nos EUA de um ETF à vista com opção de staking, o que poderia acelerar a entrada de capital institucional na rede Solana. Szuster também cita a crescente adoção da SOL por tesourarias corporativas como fator de demanda. (Fonte: InfoMoney)
Hyperliquid (HYPE)
Valter Rebelo, head de cripto da Empiricus, caracteriza a Hyperliquid como uma blockchain de alta performance que combina rapidez de execução semelhante a exchanges centralizadas com transparência de operações em rede. Em um cenário onde liquidez e infraestrutura são valorizadas, a HYPE atrai tanto traders institucionais quanto varejistas. (Fonte: InfoMoney)
XRP (XRP)
O ativo voltou a receber atenção após desdobramentos do processo envolvendo a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e com expectativas sobre a possibilidade de aprovação de um ETF. Guilheme Fais, Head de Finanças da NovaDAX, afirma que a manutenção consistente da faixa dos US$2 é vista tecnicamente como sinal de retomada de confiança, refletindo mais a leitura de sentimento do que uma mudança estrutural imediata. (Fonte: InfoMoney)
Tether Gold (XAUt)
Marcelo Person também aponta a Tether Gold, stablecoin lastreada em ouro, como alternativa a ser observada em momentos de alta volatilidade. Ativos vinculados ao ouro podem funcionar como alternativa a instrumentos atrelados ao dólar em períodos de instabilidade. (Fonte: InfoMoney)
Análise: o que isso significa para o investidor brasileiro
- Volatilidade permanece como risco central: os especialistas concordam que fevereiro deve seguir com alta oscilação, influenciada por dados macro e fluxo institucional. (Fonte: InfoMoney)
- Papel das stablecoins e ativos lastreados: conforme comentado por Renato Lima e Marcelo Person, stablecoins e tokens vinculados a ouro podem ser usados para proteção, liquidez e diversificação em carteiras sob maior tensão de mercado. (Fonte: InfoMoney)
- Importância da visão de prazo: para atores que mantêm horizonte de longo prazo, o Bitcoin e outras infraestruturas consolidadas, como Ethereum, continuam sendo referências, embora exijam tolerância a quedas acentuadas. (Fonte: InfoMoney)
Se pretende avaliar desempenho, use uma calculadora de porcentagem para comparar retornos recentes e ajustar alocações conforme seu perfil e horizonte. (Embed abaixo)
Perguntas Frequentes
A reportagem reúne opiniões de analistas que destacam volatilidade elevada em fevereiro. Alguns consultores veem a baixa do BTC como ajuste de mercado e mantêm recomendações, enquanto outros reforçam a necessidade de cautela e uso de stablecoins para gestão de risco. Decisões devem considerar perfil e horizonte do investidor. (Fonte: InfoMoney)
Analistas apontam que, em ambiente sensível a dados macro, stablecoins oferecem proteção, liquidez e eficiência operacional. Tether Gold (XAUt) é mencionada como alternativa a instrumentos atrelados ao dólar em momentos de maior volatilidade. (Fonte: InfoMoney)
Fluxos de ETFs spot, decisões regulatórias, dados macroeconômicos globais e movimentos de grandes investidores institucionais são citados como variáveis chave que podem afetar preços e sentimento. (Fonte: InfoMoney)
Reportagem baseada em levantamento e entrevistas publicadas pelo InfoMoney. Referências: Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, Onda Finance, NovaDex, MEXC e Underblock, compiladas pelo InfoMoney.

