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Economia
5 min de leitura

94% dos reajustes salariais em janeiro superam a inflação, mostra Dieese

Levantamento do Dieese com 364 acordos indica que 94% dos reajustes de janeiro superaram a inflação medida pelo INPC; variação real média de 2,12%.

InfoMoney (Estadão Conteúdo)

94% dos reajustes salariais em janeiro superam a inflação, mostra Dieese

94% dos reajustes salariais em janeiro superam a inflação, mostra Dieese

Resultado principal

Em janeiro, 94% dos reajustes salariais ficaram acima da inflação medida pelo INPC, segundo cálculo do Dieese com base em 364 acordos e convenções coletivas.

A análise divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e reportada pelo InfoMoney/Estadão Conteúdo traz um panorama sobre os reajustes salariais com data-base em janeiro. O levantamento, que considera 364 acordos registrados no medidor do Ministério do Trabalho e Emprego até 2 de fevereiro, mostra os melhores resultados para uma data-base nos últimos 12 meses.

364
Acordos analisados
Registrados no medidor do Ministério do Trabalho até 2/2
94%
Ajustes acima da inflação
Percentual dos reajustes que superaram o INPC
2,12%
Variação real média
Média dos ganhos reais após descontar o INPC
4,3%
INPC (12 meses até jan)
Índice de inflação usado como referência (IBGE)
4,1%
Reajustes iguais à inflação
Casos que ficaram no mesmo patamar do INPC
1,9%
Reajustes com perda
Percentual de negociações com correção abaixo do INPC
0,5% (2)
Parcelados
Reajustes pagos em parcelas
4,30%
Reajuste necessário (jan)
Variação acumulada do INPC nos 12 meses anteriores

Dados do levantamento

O Dieese apurou que a variação real média dos reajustes de janeiro foi de 2,12%. Para referência da inflação, a pesquisa utilizou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, que acumulou alta de 4,3% em 12 meses até janeiro. Dos 364 reajustes analisados, 94% apresentaram ganhos reais acima desse patamar, 4,1% ficaram iguais ao INPC e 1,9% registraram perdas.

Os dados consultados pelo Dieese estavam registrados no medidor do Ministério do Trabalho e Emprego até 2 de fevereiro, conforme informado pelo próprio instituto e repercutido pelo InfoMoney/Estadão Conteúdo.

Fatores que explicam os resultados

Segundo o Dieese, dois fatores ajudam a explicar os resultados favoráveis: a queda das taxas de inflação observada desde o último trimestre de 2025 e a política de valorização do salário mínimo. O piso nacional foi reajustado em 6,79% em janeiro, o que favoreceu negociações que usam o mínimo como referência.

O estudo também aponta que a variação real média manteve a tendência de alta iniciada em setembro de 2025.

Reajuste necessário e evolução recente

O "reajuste necessário" é calculado pela variação acumulada do INPC nos 12 meses anteriores à data-base. Após um período de redução, esse índice voltou a subir para negociações com data-base em fevereiro, passando de 3,90% (valor anterior) para 4,30% no caso das negociações de janeiro.

Como os reajustes foram pagos

Dos 364 reajustes de janeiro, apenas dois foram pagos em parcelas (0,5%). Os demais foram quitados em parcela única na data-base, segundo o levantamento do Dieese.

Abrangência e limitações do estudo

O levantamento do Dieese cobre trabalhadores celetistas do setor privado e de empresas estatais. Não estão contemplados no recorte os reajustes de trabalhadores estatutários (servidores públicos regidos por estatuto) nem os de trabalhadores do mercado informal.

Destaques da Notícia
  • 94% dos reajustes de janeiro superaram o INPC de 4,3%.

  • Variação real média dos reajustes foi de 2,12%.

  • Amostra: 364 acordos registrados até 2 de fevereiro.

  • Apenas 0,5% dos reajustes foram parcelados.

Análise: o que isso significa para o trabalhador

Reajustes que superam a inflação ajudam a recompor poder de compra e reduzir perdas reais no rendimento. A média de 2,12% de ganho real indica que muitos trabalhadores tiveram correção acima do INPC, o que é um alívio após anos de inflação mais elevada. A valorização do salário mínimo (6,79% em janeiro) também teve efeito direto em faixas salariais que tomam o piso como referência.

No entanto, a amostra contempla apenas acordos formais registrados; servidores estatutários e trabalhadores informais podem ter dinâmicas distintas. Além disso, mesmo com a maioria dos reajustes superando a inflação, há fatias de trabalhadores que continuam com perdas ou correções apenas iguais ao INPC.

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Dados considerados pelo Dieese foram registrados no medidor do Ministério do Trabalho até 2 de fevereiro.

Perguntas frequentes

Perguntas Frequentes

Foram considerados 364 acordos e convenções coletivas registrados no medidor do Ministério do Trabalho e Emprego até 2 de fevereiro.

O Dieese utilizou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, que acumulou alta de 4,3% em 12 meses até janeiro.

Não. A análise abrange apenas trabalhadores celetistas do setor privado e de empresas estatais. Servidores estatutários e trabalhadores informais não foram contemplados.

Somente dois dos 364 reajustes (0,5%) foram pagos em parcelas; os demais foram pagos em parcela única na data-base.

Fonte: Dieese, com dados registrados no medidor do Ministério do Trabalho e Emprego; reportagem do InfoMoney/Estadão Conteúdo.