Radar do Mercado: Embraer, Azul, Gol, Oi, CSN e Banco do Brasil em foco
Resumo diário com os principais acontecimentos corporativos: Banco do Brasil distribui R$400,4 mi em JCP; Embraer fecha parceria com Northrop; Moody's reduz rating da CSN; decisões e operações em Azul, Gol, Oi, Mercantil, Allos, Tenda e outras. Fonte: InfoMoney.
Radar do Mercado: Embraer, Azul, Gol, Oi, CSN e Banco do Brasil em foco
Banco do Brasil aprovou a distribuição de R$ 400,4 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) referentes ao primeiro trimestre; pagamento previsto para 11/03/2026. Fonte: InfoMoney.
O noticiário corporativo desta sexta-feira (20) reúne movimentações importantes que afetam governança, composição acionária e risco de crédito de empresas listadas na B3. Entre os principais fatos estão a distribuição de JCP pelo Banco do Brasil, a parceria da Embraer com a Northrop Grumman, o corte de rating da CSN pela Moody’s e operações de mercado envolvendo Azul, Gol e Mercantil Financeira. Todas as informações a seguir foram compiladas a partir de um levantamento do InfoMoney (Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/embraer-azul-gol-oi-csn-banco-do-brasil-e-mais-acoes-para-acompanhar-hoje/).
Banco do Brasil: distribuição de JCP
O Banco do Brasil aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante de R$ 400,4 milhões relativos ao primeiro trimestre, conforme fato relevante divulgado ao mercado. O valor por ação foi fixado em R$ 0,07014190105, com pagamento previsto para 11 de março de 2026.
Embraer: parceria com Northrop Grumman
A Embraer informou que iniciou trabalho conjunto com a Northrop Grumman Corporation com o objetivo de aprimorar as capacidades de reabastecimento em voo da aeronave KC-390 Millennium, visando aplicação pela Força Aérea dos Estados Unidos e nações aliadas.
CSN: Moody’s corta rating e sinaliza risco
A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito da CSN para B2 e colocou a perspectiva em negativa, indicando possibilidade de novos cortes em curto prazo e ressaltando riscos ligados ao refinanciamento da companhia.
Movimentos de participação acionária
- Raízen: o Wellington Management reduziu sua posição, passando a administrar 134,1 milhões de ações preferenciais, equivalentes a 9,87% do total emitido.
- Moura Dubeux: fundos geridos pela LarrainVial aumentaram a participação em papéis preferenciais para 5,08%, totalizando 5,3 milhões de ações.
- Construtora Tenda: a Polo Capital diminuiu a posição de seus fundos para 24,27 milhões de ações ordinárias, ou 19,8% do total (sendo 4,2 milhões em derivativos).
Allos: ajuste em tesouraria e dividendo intermediário
A Allos comunicou alteração no número de ações em tesouraria e reajustou o dividendo intermediário para R$ 0,29248 por ação, com pagamento programado para 3 de março de 2026.
Oi: bloqueio cautelar de créditos de ex-acionistas
A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou, de forma cautelar, o arresto de créditos concursais, extraconcursais e garantias atribuídas a antigos acionistas de referência da Oi — as gestoras Pimco, SC Lowy e Ashmore — no contexto de disputas e da própria reestruturação da companhia.
Mercantil Financeira: avanço da OPA e consolidação do controlador
A Mercantil Financeira realizou um leilão pelo sistema da B3 como parte de sua oferta pública de aquisição (OPA) destinada ao cancelamento do registro de companhia aberta. No leilão foram adquiridas 80.000 ações ordinárias (0,33% do total) e 218.742 ações preferenciais (1,29% do total), somando 298.742 ações (0,73% do capital social; 15,54% das ações em circulação) ao preço de R$ 15,72 por ação — total aproximado de R$ 4,7 milhões.
Com a liquidação da OPA, prevista para 24 de fevereiro de 2026, o Banco Mercantil passará a deter 23.710.703 ações ordinárias e 15.658.908 ações preferenciais, correspondendo a 96,03% do capital social. Os acionistas que não venderam poderão ainda oferecer suas ações à ofertante entre 20/02 e 21/03/2026.
Azul: emissão de bônus de subscrição no processo do Chapter 11
No âmbito do plano de reestruturação da Azul nos EUA (Chapter 11), o Conselho aprovou a emissão de bônus de subscrição destinados à American Airlines — que, se exercidos, permitirão a subscrição de até 4.862.260.835.197 ações ordinárias da Azul. Também foram aprovados bônus para credores quirografários (até 1.231.164.424.677 ações) e bônus para a United Airlines e determinados credores (até 1.215.565.208.799 ações).
Gol: avanço na operação para fechamento de capital
A GOL Investment Brasil adquiriu 5.660.709.873 ações preferenciais da Gol, equivalentes a 0,06% do capital social total e a 75% das ações preferenciais ofertadas na OPA. As ações foram compradas ao preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações, totalizando R$ 64,8 milhões. Após a liquidação financeira da OPA, prevista para 23 de fevereiro de 2026, a ofertante terá 967.162.416.253 ações preferenciais, representando 99,95% do capital social total da companhia.
Análise para o leitor
Esses desdobramentos têm implicações práticas para investidores individuais e institucionais: a distribuição de JCP pelo Banco do Brasil oferece renda direta no curto prazo; revisões de rating como a da CSN elevam o custo de captação e o risco percebido; operações de OPA e aumento de participação concentram controle e podem reduzir o free float e a liquidez das ações. A reestruturação da Azul e as movimentações na Gol mostram que processos de reorganização e fechamento de capital seguem impactando a composição acionária no mercado brasileiro.
- Acompanhe datas de liquidação e pagamento citadas (março e fevereiro de 2026).
- Fique atento a comunicados adicionais sobre o reembolso/execução de bônus e desdobramentos judiciais, que podem alterar prazos e condições.
Cronologia de eventos e prazos
Pagamento JCP Banco do Brasil
Pagamento dos juros sobre o capital próprio aprovados.
Liquidação OPA Gol
Data prevista para liquidação financeira da oferta da Gol.
Liquidação OPA Mercantil
Liquidação prevista da OPA da Mercantil Financeira.
Pagamento Allos
Pagamento do dividendo intermediário da Allos.
Perguntas Frequentes
Significa que a agência avaliou maior risco de crédito e refinanciamento da empresa; isso pode encarecer empréstimos e afetar a confiança do mercado.
Maior concentração tende a reduzir a liquidez das ações e tornar decisões corporativas mais controladas por poucos acionistas, o que pode aumentar volatilidade no mercado secundário.
O bloqueio cautelar é uma medida judicial pontual sobre ativos de ex-acionistas e pode influenciar negociações, mas a reestruturação da Oi segue sujeita a outras decisões e acordos em curso.