EWZ recua com tensão no Irã; ADR da Petrobras sobe 4% com alta do petróleo
Em sessão marcada por aversão ao risco após conflito no Irã, o ETF EWZ recuou no pré-market enquanto os ADRs da Petrobras avançaram com a alta do petróleo. Analistas da XP comentam cenários e impacto em E&P.
EWZ recua com tensão no Irã; ADR da Petrobras sobe 4% com alta do petróleo
Conflito militar no Oriente Médio pressiona ativos de risco: o ETF EWZ recuou no pré-market, enquanto ADRs da Petrobras registraram alta com o avanço do Brent. Fonte: InfoMoney (Lara Rizério).
A sessão desta segunda-feira, 2 de março de 2026, abriu sob clima de aversão ao risco após a eclosão de um conflito militar no Irã, com possibilidade de durar semanas e elevar tensões sobre fluxos comerciais e inflação global. A cobertura principal desta reportagem é do InfoMoney, com reportagem de Lara Rizério.
Contexto e por que importa
O conflito envolvendo o Irã elevou o prêmio por risco no mercado global. Investidores passaram a reduzir exposição a ativos mais sensíveis a aversão a risco, afetando ETFs que replicam a bolsa brasileira no exterior. Ao mesmo tempo, empresas ligadas ao petróleo se beneficiaram do salto nos preços da commodity, refletido na valorização dos recibos de ações (ADRs) da Petrobras.
Movimento dos ativos
Segundo levantamento publicado no InfoMoney às 8h12 (reportagem de Lara Rizério), o EWZ, principal ETF que reúne ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, caiu 1,29% no pré-market, cotado a US$ 38,25 às 7h58 (horário de Brasília). Por outro lado, os ADRs da Petrobras (PBR) subiram 4,27%, negociados a US$ 17,33.
O barril de Brent reagiu imediatamente ao conflito: após abrir com alta próximo de 12%, passou a operar por volta de US$ 78, com um avanço próximo de 8% no pregão citado.
Análise de especialistas (XP Investimentos)
Regis Cardoso, head de óleo, gás e petroquímicos da XP Investimentos, ressaltou que há grande incerteza sobre os desdobramentos e que as projeções passam por análise de cenários. Segundo o relatório da XP citado pelo InfoMoney, embora uma eventual interrupção da produção iraniana seja relevante, o risco mais preocupante é a expansão do conflito pela região e seu efeito nos fluxos pelo Estreito de Ormuz em prazo prolongado.
"O efeito imediato é um aumento moderado dos preços do petróleo. No entanto, riscos adicionais podem levar a um aumento ainda maior dos preços."
A XP observa que empresas de exploração e produção (E&P) tendem a se beneficiar de patamares de Brent mais elevados. No relatório, a casa projeta impactos nos FCFE yields em função de variações de preço do petróleo: para cada aumento de US$ 10 por barril no Brent, estima-se um incremento aproximado de rendimento do fluxo de caixa livre (FCFE yields) de cerca de +10 pontos percentuais para a Brava (BRAV3), +6 pp para a PetroReconcavo (RECV3) e +5 pp para a PRIO (PRIO3) e Petrobras (PETR3/PETR4).
Ainda de acordo com a XP, dentro da cobertura da casa continuam como preferidas PRIO e Petrobras, por serem as menos alavancadas ao avanço dos preços do petróleo e por oferecerem, na avaliação dos analistas, o melhor balanço entre risco e retorno.
O que isso significa para o investidor brasileiro
- Aversão ao risco: ETFs e ações com maior correlação ao sentimento global podem recuar enquanto a incerteza persistir.
- Benefício para petroleiras: empresas com exposição ao preço do Brent podem ver melhora em geração de caixa e avaliação de mercado.
- Risco inflacionário: choque negativo na oferta ou risco de interrupção de rotas comerciais pode pressionar preços de energia, com impacto potencial sobre inflação e política monetária internacional.
EWZ recuou 1,29% no pré-market (US$ 38,25) às 7h58 BRT.
ADRs da Petrobras subiram 4,27% (US$ 17,33).
Brent avançou em torno de 8%, por volta de US$ 78/bbl, após abrir em alta de ~12%.
XP projeta ganho de FCFE yields por empresa a cada US$ 10/bbl adicional no Brent.
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Perguntas frequentes
Perguntas Frequentes
O EWZ reúne várias ações brasileiras e sofre com aversão ao risco global; já a Petrobras, como produtora de petróleo, costuma valorizar quando o preço do Brent sobe.
A propagação do conflito na região e qualquer interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode agravar os choques de oferta e elevar ainda mais o preço do petróleo, ampliando a volatilidade.
Segundo a XP, E&P com menor alavancagem e exposição direta ao preço do petróleo, como PRIO e Petrobras, são preferidas dentro da cobertura analisada.
Fonte: InfoMoney — reportagem de Lara Rizério (02/03/2026). Conteúdo reescrito e adaptado para Tudo Cálculo.
