Trump aumenta tarifa global para 15% após revés da Suprema Corte
Um dia após a Suprema Corte derrubar as medidas, o presidente dos EUA anunciou inicialmente tarifa global de 10% e, em seguida, anunciou ajuste para 15%, citando instrumentos legais e prometendo novas tarifas nos próximos meses. Fonte: InfoMoney.

Trump aumenta tarifa global para 15% após revés da Suprema Corte
O presidente dos EUA anunciou neste sábado que elevará a tarifa global de 10% para 15%, após crítica à decisão da Suprema Corte e prometendo novas medidas comerciais. Fonte: InfoMoney.
O presidente norte-americano Donald Trump informou neste sábado (21/02/2026) que elevará a alíquota de uma tarifa global, anunciada um dia antes, para 15%. A informação foi divulgada por ele em sua rede social Truth Social e reportada pelo InfoMoney (repórter Felipe Alves, 21/02/2026).
O anúncio e o contexto
Um dia depois de a Suprema Corte dos EUA ter derrubado um pacote de tarifas imposto pela administração Trump, o presidente publicou que irá elevar a tarifa global para 15%. Na sexta (20), após a decisão judicial, Trump havia assinado um decreto que fixava uma taxa de 10% sobre importações de diversos países. No sábado (21), ele informou que a nova alíquota será de 15% e que novas tarifas serão definidas nos meses seguintes, segundo apuração do InfoMoney.
No post em Truth Social, Trump afirmou que a medida teria "efeito imediato" e que muitos países vinham explorando os EUA por décadas sem retaliação. Ele também criticou a decisão da Suprema Corte, descrita no post como "ridícula, mal escrita e extraordinariamente antiamericana".
Bases legais citadas pelo governo
Trump disse que recorreu à Seção 122 para impor a tarifa de 10% — um dispositivo que, segundo o presidente, nunca havia sido usado por um presidente antes — e que aplicaria medidas nos próximos dias. Em paralelo, ele declarou intenção de acionar a Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por Washington. Essas investigações não tiveram alvos específicos revelados na declaração.
As duas bases legais têm limites distintos: a aplicação pela Seção 122 pode vigorar por até 150 dias sem aprovação do Congresso, enquanto as ações pela Seção 301 tendem a demandar mais tempo de investigação e são, na visão dos especialistas citados na reportagem, juridicamente mais consolidadas. A Seção 301 já foi utilizada por Trump em seu primeiro mandato, notavelmente contra a China.
Duração, limites e riscos jurídicos
Segundo o InfoMoney, a tarifa aplicada pela Seção 122 poderá valer por 150 dias a menos que o Congresso aprove uma prorrogação. A aplicação dessa regra ainda não foi testada nos tribunais para esse uso específico, e a decisão da Suprema Corte que derrubou o pacote anterior desencadeou incertezas sobre possíveis reembolsos. Analistas estimam que o governo americano pode ser obrigado a devolver cerca de US$ 175 bilhões recolhidos indevidamente enquanto a validade das tarifas estiver em disputa.
Impactos econômicos apontados
A decisão da Suprema Corte e as reações do governo americano levantaram preocupações sobre efeitos na inflação e na taxa de câmbio. O InfoMoney relata que, embora a suspensão de impostos de importação pudesse, em teoria, reduzir preços ao consumidor, o mercado tem ceticismo sobre o repasse imediato desses ganhos. Durante o período em que as tarifas estiveram vigentes, muitas empresas absorveram custos para não perder vendas, comprimindo margens de lucro. Para a maior parte dos especialistas ouvidos, a queda de preços nas prateleiras não será instantânea.
Além disso, os analistas monitoram como esse episódio pode influenciar a cotação do dólar frente ao real e outros ativos, com atenção às possíveis devoluções de receitas e à maior instabilidade nas expectativas comerciais.
Análise para o leitor: impacto para o brasileiro
- Preços ao consumidor: a revogação temporária de tarifas ou a imposição de novas alíquotas nos EUA pode afetar preços de produtos importados e cadeias globais de oferta, o que indiretamente pode influenciar inflação no Brasil.
- Câmbio: movimentos relacionados a medidas comerciais e riscos jurídicos sobre arrecadação podem pressionar a volatilidade do dólar, relevante para importadores, exportadores e turistas brasileiros.
- Empresas: multinacionais que atuam entre Brasil e EUA podem seguir uma estratégia de compressão de margens ou repasse progressivo de custos, conforme citado por especialistas no InfoMoney.
Fonte: InfoMoney (reportagem de Felipe Alves, 21/02/2026).
Cronologia resumida
Cronologia dos eventos
Suprema Corte decide
Tribunal derruba pacote de tarifas do governo Trump, gerando incerteza sobre cobranças já arrecadadas.
Decreto de 10%
No mesmo dia, Trump assina decreto impondo tarifa global de 10% com base na Seção 122.
Anúncio de 15%
Trump publica em Truth Social que elevará a alíquota para 15% e que novas tarifas serão definidas nos meses seguintes.
Perguntas frequentes
Perguntas Frequentes
Trump primeiro anunciou o uso da Seção 122 para criar uma tarifa global de 10% (sexta). No sábado, informou que elevaria essa alíquota para 15% e que publicaria novas tarifas nos próximos meses, segundo InfoMoney.
Foram mencionadas a Seção 122, usada para a tarifa inicial, e a Seção 301, que pode abrir investigações sobre práticas comerciais desleais.
Segundo a reportagem do InfoMoney, a tarifa imposta pela Seção 122 pode vigorar por até 150 dias, salvo prorrogação aprovada pelo Legislativo.
Sim. Analistas citados na matéria indicam que o governo pode ser obrigado a devolver cerca de US$ 175 bilhões arrecadados indevidamente, dependendo de decisões judiciais futuras.
Reportagem baseada em informações do InfoMoney (Felipe Alves, 21/02/2026). Para mais detalhes, consulte a fonte original: https://www.infomoney.com.br/mercados/trump-afirma-que-aumentara-tarifa-global-para-15/