Imposto de Renda 2026: documentos que todo investidor deve reunir
Lista completa de comprovantes e registros que investidores precisam reunir para declarar o IR 2026, cobrindo ações, FIIs, ETFs, BDRs, investimentos no exterior, day trade e criptomoedas (fonte: InfoMoney).
Imposto de Renda 2026: documentos que todo investidor deve reunir
Antes do prazo oficial da declaração de 2026, o passo mais importante é reunir comprovantes e registros dos investimentos. Este guia reúne, por tipo de ativo, os documentos que investidores devem separar, com base em reportagem do InfoMoney (Maria Luiza Dourado).
A preparação prévia reduz erros, evita cair na malha fina e preserva o direito de compensar prejuízos futuros. A seguir, o que separar por modalidade de investimento.
Investimentos no exterior
Reúna junto às corretoras e bancos estrangeiros os extratos e informes anuais com:
- Posição de todos os ativos em 31/12/2025.
- Histórico de todas as compras e vendas realizadas em 2025.
- Lista detalhada de dividendos, juros, cupons e outros rendimentos recebidos.
- Informações completas sobre rendimentos (dividendos, juros, aluguéis etc.).
Além disso, guarde:
- Dados sobre ganhos de capital (vendas com lucro) e sobre eventuais perdas (para permitir compensação futura).
- Comprovantes de conversão para reais: use PTAX de venda na data de cada evento (compras, vendas e recebimento de rendimentos).
- Comprovantes de imposto pago no exterior, quando houver.
Fonte: InfoMoney (Maria Luiza Dourado).
Ações negociadas na bolsa
Solicite às suas corretoras os informes e extratos que contenham:
- Informes de rendimentos com dividendos e JCP recebidos.
- Posição em ações em 31/12/2025 (por corretora).
- Extratos mensais da conta na corretora.
- Todas as notas de corretagem relativas a 2025.
Mantenha anotadas:
- Todas as compras e vendas: data, ativo, quantidade, preço e corretagem.
- Custo médio de cada ativo.
- Apuração de lucros e prejuízos mês a mês.
- DARFs pagas: número, data e valor.
Day trade
Mesmo quando houve somente prejuízo, a atividade deve ser declarada. Separe:
- Notas de corretagem que identifiquem claramente as operações de day trade.
- Planilha que separe operações de day trade das operações comuns.
- Resultado líquido por dia e por mês (apuração para fins de IR).
- IRRF ("dedo-duro") retido em cada mês.
- DARFs de day trade pagas ao longo de 2025.
- Registro dos prejuízos em day trade para compensação futura.
Fonte: InfoMoney (Maria Luiza Dourado).
Dividendos e proventos
Reúna informes de rendimentos de:
- Corretoras que intermediaram pagamentos.
- Bancos e empresas que pagaram dividendos diretamente.
Cruzar esses informes com extratos bancários é importante para identificar pagamentos eventualmente omitidos. O objetivo é garantir que a lista de proventos recebidos em 2025 esteja completa.
ETFs
Para fundos negociados em bolsa (ETFs), junte:
- Informes de rendimentos e posição em ETFs em 31/12/2025.
- Informes sobre rendimentos distribuídos, quando houver.
- Notas de corretagem de todas as compras e vendas de ETFs.
- Apuração de lucros e prejuízos em ETFs, mês a mês, separada dos demais ativos.
BDRs (Brazilian Depositary Receipts)
Separe os seguintes documentos:
- Informes de rendimentos com posição em BDRs em 31/12/2025.
- Informes de rendimentos referentes a dividendos recebidos via BDR.
- Notas de corretagem de compras e vendas de BDRs.
Se houve retenção de imposto no exterior sobre proventos via BDR, guarde todos os comprovantes.
Fundos Imobiliários (FIIs)
Os documentos essenciais incluem:
- Informes de rendimentos com todos os "aluguéis" (rendimentos) recebidos em 2025.
- Posição em cotas em 31/12/2025.
- Notas de corretagem de compras e vendas de cotas.
Anote também:
- Lucros e prejuízos nas vendas de cotas por mês.
- DARFs pagas sobre lucros, já que FIIs não seguem a mesma regra de isenção aplicável a vendas de ações dentro de limites específicos.
Criptomoedas
Para criptoativos negociados em exchanges nacionais, junte:
- Extratos anuais com posição em cripto em 31/12/2025.
- Histórico detalhado de compras e vendas.
- Comprovantes de rendimentos relacionados (staking, juros, cashback etc.).
Registre em planilha ou sistema:
- Data da operação, moeda, quantidade e valor em reais na compra e na venda.
- Apuração de ganho de capital por operação.
- Verificação de meses em que o total de vendas ultrapassa o limite de isenção (quando aplicável).
Observação: o Fisco pode não receber automaticamente todas as informações de plataformas estrangeiras, o que torna a organização e os comprovantes ainda mais importantes.
Fonte: InfoMoney (Maria Luiza Dourado).
Análise para o leitor
Manter uma "pasta do IR" organizada com extratos, informes, notas de corretagem e comprovantes de imposto facilita a prestação de contas ao Leão e reduz risco de inconsistências. Documentos padronizados por data e tipo de operação agilizam a apuração de ganho de capital, o cálculo do imposto devido e a utilização de prejuízos para compensação.
Dicas práticas:
- Atualize mensalmente planilhas de resultado por tipo de ativo (ações, day trade, FIIs, ETFs, cripto etc.).
- Conserve comprovantes de pagamento de DARF e recibos de imposto pago no exterior.
- Use PTAX de venda na data do evento para conversões, conforme orientação para ativos no exterior.
Calculadora útil
Para checar percentuais de ganho ou perda em operações, use a calculadora de porcentagem do Tudo Cálculo:
Perguntas frequentes
Perguntas Frequentes
Sim. Mesmo prejuízos devem constar para preservar o direito de compensação futura e evitar inconsistências na declaração.
Use a PTAX de venda na data de cada evento (compra, venda ou recebimento de rendimento), e guarde os comprovantes das conversões.
Informes são essenciais, mas é recomendável cruzá-los com notas de corretagem e extratos bancários para garantir que todos os rendimentos e operações foram registrados.
Informações baseadas em reportagem do InfoMoney, por Maria Luiza Dourado (02/03/2026).

