Itaú Asset detalha estratégias para aproveitar oportunidades em ETFs e multimercados
Em entrevista ao Outliers InfoMoney, o CEO da Itaú Asset, Carlos Augusto Salamondi, detalha como a gestora se prepara para o crescimento de multimercados e ETFs, a importância da governança, do modelo multimesas e do uso de pesquisa global e IA. Fonte: InfoMoney.
Itaú Asset detalha estratégias para aproveitar oportunidades em ETFs e multimercados
A indústria de multimercados teve entrada de R$ 17 bilhões nos últimos meses, segundo a Anbima, e a Itaú Asset diz estar preparada para capturar oportunidades em fundos multimercados e ETFs. (Fonte: InfoMoney)
A retomada de interesse por fundos multimercados e o avanço dos ETFs foram os temas centrais da entrevista de Carlos Augusto Salamondi, CEO da Itaú Asset, no programa Outliers InfoMoney, apresentado por Clara Sodré e Fabiano Cintra. Na conversa, Salamondi detalhou como a gestora equilibra governança, estrutura operacional e diversidade de equipes para buscar retornos em um cenário de maior volatilidade. (Fonte: InfoMoney)
Retomada dos multimercados e seletividade
Segundo dados citados por Salamondi na entrevista ao InfoMoney, a indústria de fundos multimercados recebeu cerca de R$ 17 bilhões recentemente (Anbima). Apesar do fluxo positivo, o CEO alerta que o setor ainda carrega sequelas: alguns gestores já recuperaram performance, mas outros ainda precisam recuperar terreno. Para ele, a seletividade é crucial: "Tem um espectro de até 30% de diferença entre a mesma classe. É por isso que é importante saber aonde você está alocando e como está alocando". (Fonte: InfoMoney)
Governança, monitoramento e oportunidades externas
Salamondi destacou que monitoramento e governança são pilares, seja em crédito ou em multimercado. Ele afirmou que a gestora pode contar com "oportunidades externas, com objetivos bem definidos e sempre acompanhadas pelo nosso controle de riscos", observando, porém, que certos investimentos e gestores podem atuar fora da estrutura principal da casa. "Isso requer aquele ponto de controle, de operações. Como é que eu monitoro e tenho certeza que, pela ótica de risco, tudo está bem controlado", disse o executivo. (Fonte: InfoMoney)
"Posso contar com oportunidades externas, com objetivos bem definidos e sempre acompanhadas pelo nosso controle de riscos, mas esse investimento, esse gestor, de fato, atua fora da nossa estrutura principal." "Isso requer aquele ponto de controle, de operações. Como é que eu monitoro e tenho certeza que, pela ótica de risco, tudo está bem controlado."
Modelo multimesas e independência das equipes
A Itaú Asset opera com um modelo multimesas que, segundo Salamondi, evita dependência de uma única cabeça. "Nos últimos cinco anos, cinco famílias de gestores diferentes lideraram a performance. Cada ano um time diferente se destacou. Isso mostra a importância de ter um negócio balanceado, que não é dependente de uma única cabeça", explicou, ressaltando a independência e autonomia das mesas e a consolidação de estratégias como as do fundo Globo Dinâmico. (Fonte: InfoMoney)
ETFs: custo, liquidez e espaço na alocação
Os ETFs têm ganhado relevância no Brasil por oferecerem custos menores e liquidez elevada. Para Salamondi, o produto ainda está encontrando seu papel dentro do universo de fundos de investimento, especialmente em modelos de asset allocation sensíveis ao custo: "O ETF ainda está achando o seu espaço dentro do modelo de fundos de investimento no Brasil. Ele vem como uma luva no modelo de asset allocation orientado a custos". A Itaú Asset lembra sua participação pioneira no mercado: "Tivemos a honra de fazer o primeiro ETF no mercado brasileiro. Não só de renda variável, mas também de renda fixa e híbridos." (Fonte: InfoMoney)
Estratégia global, pesquisa e uso de tecnologia
A gestora tem reforçado investimentos em research e inteligência artificial para apoiar decisões das mesas. Salamondi afirmou que a equipe conta com dados globais para sustentar operações locais e internacionais e lembrou que "já houve anos em que mais de 50% do retorno e risco vinha de mercados emergentes fora do Brasil". Ele reforçou que a instituição não impõe um house view único: "Cada mesa tem independência e autonomia. Elas podem ter posições diferentes, e isso é bom para o investidor." (Fonte: InfoMoney)
Perspectiva para 2026
Para Salamondi, 2026 deve apresentar mais volatilidade, mas isso não significa necessariamente um ano ruim. Pelo contrário, a volatilidade pode criar oportunidades: "Será um ano de maior volatilidade, mas não necessariamente ruim. A gente enxerga isso como chance de fazer boas escolhas e gerar bons retornos para os investidores, com humildade e profundidade no trabalho." (Fonte: InfoMoney)
Análise para o leitor
O recado da Itaú Asset é que investidores devem privilegiar gestão profissional, governança e seleção ativa ao considerar multimercados e ETFs. A presença de fluxos recentes e a crescente relevância dos ETFs apontam para mais opções de custo e liquidez nas carteiras, mas a diferença de performance entre gestores exige cuidado. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de avaliar:
- a qualidade da governança e do controle de risco do produto;
- a experiência e histórico das equipes, em especial em mercados internacionais;
- os custos e a liquidez quando considerar ETFs para asset allocation.
Linha do tempo
Contexto recente
Diversidade de gestores
Nos últimos cinco anos, cinco famílias de gestores diferentes lideraram a performance em anos distintos, segundo Salamondi. (Fonte: InfoMoney)
Retomada e perspectivas
Em 2026 a indústria mostra fluxos positivos (R$ 17 bilhões) e maior volatilidade, vista pela gestora como oportunidade. (Fonte: InfoMoney)
Perguntas frequentes
Perguntas Frequentes
Salamondi aponta que há até 30% de diferença entre produtos da mesma classe, o que torna essencial saber onde e como alocar. (Fonte: InfoMoney)
Os ETFs são vistos como instrumentos de baixo custo e alta liquidez adequados ao asset allocation orientado a custos; a Itaú Asset afirma ter sido pioneira no lançamento de ETFs no Brasil, incluindo renda variável, renda fixa e híbridos. (Fonte: InfoMoney)
Significa independência e autonomia entre mesas de gestão: diferentes equipes podem adotar estratégias distintas, reduzindo risco de concentração em um único gestor. (Fonte: InfoMoney)
