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Mercado
5 min de leitura

Futuros de Nova York sobem em sessão esvaziada; ouro retoma patamar acima de US$ 5.000

Com liquidez reduzida por feriados globais, futuros de Nova York registram alta, o ouro volta a superar US$5.000 a onça e o petróleo opera perto da estabilidade. Fonte: InfoMoney.

InfoMoney

17 de fevereiro de 2026

Futuros de Nova York sobem em sessão esvaziada; ouro retoma patamar acima de US$ 5.000

Futuros de Nova York sobem em sessão esvaziada; ouro retoma patamar acima de US$ 5.000

Resumo

Sessão com liquidez reduzida devido a feriados globais: contratos futuros de Nova York avançam levemente, ouro volta a negociar acima de US$ 5.000 por onça e petróleo oscila próximo da estabilidade.

A abertura do mercado internacional nesta segunda-feira de Carnaval ocorreu com fluxo de negociação reduzido, em razão de feriados em diversas praças — incluindo Estados Unidos (Presidents Day), Canadá e países asiáticos, como China e Coreia do Sul. Mesmo com menos participantes, os contratos futuros em Nova York registraram alta moderada e as atenções dos investidores já se voltam para a ata da última reunião do Federal Reserve, que sai na quarta-feira, além dos dados preliminares do PIB do quarto trimestre e do índice de preços PCE, esperados para sexta-feira. (Fonte: InfoMoney, com Reuters e Bloomberg)

+0,4%
Dow Jones Futuro
Alta nos contratos futuros dos EUA
+0,4%
S&P 500 Futuro
Avanço moderado
+0,35%
Nasdaq Futuro
Subida leve
>US$ 5.000/oz
Ouro
Futuros recuavam 0,4% a US$ 5.024, mantendo-se acima de US$ 5.000
~US$ 67,75–67,94/barril
Brent
Perto da estabilidade
~US$ 62,44–63,08/barril
WTI
Oscilação limitada
+0,30% — US$ 68.688
Bitcoin (24h)
Referência das últimas 24 horas
2,75% (-0,7 bp)
Bund 10 anos
Rendimento alemão recua levemente
3,331% (-1,3 bp)
OAT 10 anos
Rendimento francês recua

Cenário nos Estados Unidos

Com as praças à vista fechadas pelo Presidents Day, apenas os contratos futuros operaram pela manhã e mostraram ganho moderado. O Nasdaq, por sua vez, vinha acumulando a sequência mais longa de quedas desde maio de 2022, com cinco semanas consecutivas de perdas até o fechamento da última sexta-feira — movimento associado à reprecificação das expectativas sobre cortes de juros após o payroll forte da semana anterior, mesmo com leitura de inflação abaixo do esperado. (Fonte: InfoMoney)

Ásia-Pacífico

As bolsas na região tiveram pregões encurtados devido ao Ano Novo Lunar na China e à véspera de feriado na Coreia do Sul; os mercados chineses seguem fechados até 23 de fevereiro. No Japão, o Nikkei 225 caiu 0,24%, devolvendo ganhos iniciais depois que dados de PIB do quarto trimestre apontaram recuperação modesta e reacenderam debate sobre possíveis altas de juros — pressionando ações do setor bancário. Em contraste, a SoftBank registrou forte alta de 6,8%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,50% antes do encerramento antecipado. Outros índices: Nifty 50 (Índia) +0,83%, ASX 200 (Austrália) +0,22%. (Fonte: InfoMoney)

Europa

As principais praças europeias abriram em alta, impulsionadas por bancos e empresas de defesa. Entre os destaques, NatWest avançou 3,8%, Barclays subiu 2,4% e Deutsche Bank teve alta de 2,2%. O setor de luxo também registrou ganhos, com a LVMH subindo 1,9%. No mercado de títulos, os rendimentos soberanos da zona do euro recuaram ligeiramente: o Bund alemão de 10 anos cedia 0,7 ponto-base, a 2,75%, e o OAT francês de mesma maturidade recuava 1,3 ponto-base, a 3,331%. Principais índices: FTSE 100 +0,2%; IBEX 35 +0,9%; FTSE MIB +0,6%; CAC 40 +0,3%; DAX +0,35%. (Fonte: InfoMoney)

Commodities e riscos geopolíticos

O ouro voltou a negociar acima de US$ 5.000 por onça-troy após dados de inflação americana abaixo do esperado, reforçando a possibilidade de cortes de juros no curto prazo. Em Nova York, os futuros do metal recuavam cerca de 0,4%, a US$ 5.024. O petróleo operava próximo da estabilidade, com o Brent sendo negociado na faixa de aproximadamente US$ 67,75 a US$ 67,94 por barril e o WTI por volta de US$ 62,44 a US$ 63,08 por barril. Analistas identificam prêmio de risco nos preços diante de tensões entre EUA e Irã — em parte alimentadas por declarações do presidente Donald Trump sobre possível mudança de regime no Irã — embora eventuais avanços diplomáticos entre Rússia e Ucrânia possam reduzir esse prêmio. (Fonte: InfoMoney)

O que acompanhar nesta semana

Próximos eventos relevantes

Quarta-feira
Ata do Fed

Divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que pode dar pistas sobre ritmo de cortes de juros.

Sexta-feira
PIB preliminar e PCE

Saída dos dados preliminares do PIB do 4º trimestre e do índice de inflação PCE.

Análise para o leitor brasileiro

  • Liquidez reduzida pode aumentar a volatilidade: com vários mercados fechados, movimentos de preço podem ser amplificados por ordens menores.
  • Renda fixa e taxa de juros: leituras de inflação mais fracas elevam a probabilidade de cortes pelo Fed no curto prazo, o que tende a impactar rendimentos globais e atrair fluxo para ativos como ouro.
  • Commodities e custo de energia: oscilações limitadas no petróleo mantêm a incerteza sobre pressões inflacionárias vindas de combustíveis.
  • Estratégia prática: investidores brasileiros devem monitorar o calendário macro (ata do Fed, PIB e PCE) e rever posições em ativos sensíveis a taxa de juros e câmbio.
Dica

Se você acompanha aplicações em renda fixa ou fundos atrelados a juros internacionais, fique atento às comunicações do Fed e aos dados de inflação — eles influenciam preço de ativos e curva de juros global.

Calculadora recomendada

Use a calculadora de renda fixa para estimar impactos de variações de juros em seus investimentos:

Abrir calculadora
/calculadoras/renda-fixa

Perguntas frequentes

Perguntas Frequentes

Vários países têm feriados (Presidents Day nos EUA, Ano Novo Lunar na China, entre outros), reduzindo o número de participantes e o volume de negociações.

Reflete aumento da demanda por ativos considerados porto-seguro diante de expectativas de cortes de juros e riscos geopolíticos.

Mudanças nas expectativas de juros globais impactam renda fixa, câmbio e classes de ativos; acompanhar o calendário macro é essencial.


Reportagem baseada em informações do InfoMoney, com dados e cobertura de Reuters e Bloomberg.