Futuros de Nova York sobem em sessão esvaziada; ouro retoma patamar acima de US$ 5.000
Sessão com liquidez reduzida devido a feriados globais: contratos futuros de Nova York avançam levemente, ouro volta a negociar acima de US$ 5.000 por onça e petróleo oscila próximo da estabilidade.
A abertura do mercado internacional nesta segunda-feira de Carnaval ocorreu com fluxo de negociação reduzido, em razão de feriados em diversas praças — incluindo Estados Unidos (Presidents Day), Canadá e países asiáticos, como China e Coreia do Sul. Mesmo com menos participantes, os contratos futuros em Nova York registraram alta moderada e as atenções dos investidores já se voltam para a ata da última reunião do Federal Reserve, que sai na quarta-feira, além dos dados preliminares do PIB do quarto trimestre e do índice de preços PCE, esperados para sexta-feira. (Fonte: InfoMoney, com Reuters e Bloomberg)
Cenário nos Estados Unidos
Com as praças à vista fechadas pelo Presidents Day, apenas os contratos futuros operaram pela manhã e mostraram ganho moderado. O Nasdaq, por sua vez, vinha acumulando a sequência mais longa de quedas desde maio de 2022, com cinco semanas consecutivas de perdas até o fechamento da última sexta-feira — movimento associado à reprecificação das expectativas sobre cortes de juros após o payroll forte da semana anterior, mesmo com leitura de inflação abaixo do esperado. (Fonte: InfoMoney)
Ásia-Pacífico
As bolsas na região tiveram pregões encurtados devido ao Ano Novo Lunar na China e à véspera de feriado na Coreia do Sul; os mercados chineses seguem fechados até 23 de fevereiro. No Japão, o Nikkei 225 caiu 0,24%, devolvendo ganhos iniciais depois que dados de PIB do quarto trimestre apontaram recuperação modesta e reacenderam debate sobre possíveis altas de juros — pressionando ações do setor bancário. Em contraste, a SoftBank registrou forte alta de 6,8%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,50% antes do encerramento antecipado. Outros índices: Nifty 50 (Índia) +0,83%, ASX 200 (Austrália) +0,22%. (Fonte: InfoMoney)
Europa
As principais praças europeias abriram em alta, impulsionadas por bancos e empresas de defesa. Entre os destaques, NatWest avançou 3,8%, Barclays subiu 2,4% e Deutsche Bank teve alta de 2,2%. O setor de luxo também registrou ganhos, com a LVMH subindo 1,9%. No mercado de títulos, os rendimentos soberanos da zona do euro recuaram ligeiramente: o Bund alemão de 10 anos cedia 0,7 ponto-base, a 2,75%, e o OAT francês de mesma maturidade recuava 1,3 ponto-base, a 3,331%. Principais índices: FTSE 100 +0,2%; IBEX 35 +0,9%; FTSE MIB +0,6%; CAC 40 +0,3%; DAX +0,35%. (Fonte: InfoMoney)
Commodities e riscos geopolíticos
O ouro voltou a negociar acima de US$ 5.000 por onça-troy após dados de inflação americana abaixo do esperado, reforçando a possibilidade de cortes de juros no curto prazo. Em Nova York, os futuros do metal recuavam cerca de 0,4%, a US$ 5.024. O petróleo operava próximo da estabilidade, com o Brent sendo negociado na faixa de aproximadamente US$ 67,75 a US$ 67,94 por barril e o WTI por volta de US$ 62,44 a US$ 63,08 por barril. Analistas identificam prêmio de risco nos preços diante de tensões entre EUA e Irã — em parte alimentadas por declarações do presidente Donald Trump sobre possível mudança de regime no Irã — embora eventuais avanços diplomáticos entre Rússia e Ucrânia possam reduzir esse prêmio. (Fonte: InfoMoney)
O que acompanhar nesta semana
Próximos eventos relevantes
Ata do Fed
Divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que pode dar pistas sobre ritmo de cortes de juros.
PIB preliminar e PCE
Saída dos dados preliminares do PIB do 4º trimestre e do índice de inflação PCE.
Análise para o leitor brasileiro
- Liquidez reduzida pode aumentar a volatilidade: com vários mercados fechados, movimentos de preço podem ser amplificados por ordens menores.
- Renda fixa e taxa de juros: leituras de inflação mais fracas elevam a probabilidade de cortes pelo Fed no curto prazo, o que tende a impactar rendimentos globais e atrair fluxo para ativos como ouro.
- Commodities e custo de energia: oscilações limitadas no petróleo mantêm a incerteza sobre pressões inflacionárias vindas de combustíveis.
- Estratégia prática: investidores brasileiros devem monitorar o calendário macro (ata do Fed, PIB e PCE) e rever posições em ativos sensíveis a taxa de juros e câmbio.
Se você acompanha aplicações em renda fixa ou fundos atrelados a juros internacionais, fique atento às comunicações do Fed e aos dados de inflação — eles influenciam preço de ativos e curva de juros global.
Calculadora recomendada
Use a calculadora de renda fixa para estimar impactos de variações de juros em seus investimentos:
Perguntas frequentes
Perguntas Frequentes
Vários países têm feriados (Presidents Day nos EUA, Ano Novo Lunar na China, entre outros), reduzindo o número de participantes e o volume de negociações.
Reflete aumento da demanda por ativos considerados porto-seguro diante de expectativas de cortes de juros e riscos geopolíticos.
Mudanças nas expectativas de juros globais impactam renda fixa, câmbio e classes de ativos; acompanhar o calendário macro é essencial.
Reportagem baseada em informações do InfoMoney, com dados e cobertura de Reuters e Bloomberg.